Blog voltado para a divulgação dos trabalhos de Didática 2015. Equipe 4 - Licenciaturas Unifei - Professora Rita Stano
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Texto-Resumo realizado pelos alunos do grupo do blog, com o objetivo de concluir as principais ideias de três artigos onde o foco principal era: "O ser professor"!
As
delícias e as mazelas de ser um Professor
A
docência não deve ser entendida como uma simples missão. Existe uma profunda
diferença entre dar aula e ser professor. Além disso, é necessário uma prática
reflexiva e uma formação acadêmica de qualidade, influenciando a práxis do
professor, voltada com a função de suscitar no educando o desejo em construir o
conhecimento. A formação continuada do professor se faz necessária visando uma
prática de qualidade, posto que o contexto social atual exige demasiada
reformulação dos sistemas de ensino, bem com a atualização do conhecimento.
Tais exigências marcam a atuação do professor, os significados sociais do ‘ser
professor’ e, consequentemente, a construção da imagem e da identidade docente.
No
delineamento da identidade do professor, não devemos pensar no professor como
personagem isolado, mas sim entender o professor como figura marcante de um
amplo campo – a Educação! Podemos pensar também no aluno para marcar a figura
do professor enquanto mediador na prática pedagógica, facilitador da
aprendizagem que lhe atribui novas perspectivas para a construção do saber,
onde podemos destacar a prática reflexiva pedagógica de um educador que se
torna fundamental para que este possa intermediar no processo de ensino e aprendizagem
do educando, e que além da reflexão sobre sua prática exista uma relação
interpessoal estabelecida com seu aluno, a qual possibilitará ao educando a
compreensão dos conteúdos trabalhados em sala de aula, pois o profissional da
educação precisa ter consciência da necessidade da qualidade nos serviços
prestados a sociedade, já que seu maior objeto de trabalho é a construção do
ser humano para o mundo. A identidade docente está associada ao contexto social
e político, as quais são construídas pelos sujeitos que desempenham a função de
‘professorar’ e são frutos de uma sociedade que acolhe, que valoriza ou que por
vezes desvaloriza a profissão docente.
O
professor dentro da sociedade já possuiu papéis distintos, ora como detentor do
saber, ora como desnecessário para as exigências modernas. Os desafios
tornam-se cada vez maiores dentro da construção da aprendizagem. Um bom
professor, no atual aspecto, precisa ter cada vez mais coragem de enfrentar
novidades e contextos desconhecidos que emergem todos os dias no cenário
escolar. A forma como a sociedade tem lidado com esse professor diante da sua desvalorização
salarial, péssimas condições de trabalho, falta de integridade e descompromisso
com sua função, faz com que este se sinta abandonado e sem estímulos para
trabalhar com alunos que por vezes, buscam expectativas de uma vida melhor.
Olhando na historicidade, muitas vezes vê-se o professor
como “mestre do saber”, ou seja, seres que eram inquestionáveis pelos seus
alunos, mas, mesmo estes sendo tratados com tantos atributos, nunca foram
chamados para a construção da escola que sonhavam, ou até hoje, sonham.
A
maioria dos professores percebe claramente a desvalorização da sua profissão e,
muito relatam que os aspectos negativos da profissão são a relação desenvolvida
com os alunos, os baixos salários e as salas de aulas numerosas. Além disso, os
direitos dos profissionais docentes não são conduzidos de maneira justa e não
se observa claramente uma evolução funcional na carreira. Não obstante, os
professores veem os alunos como desinteressados, desmotivados e
indisciplinados, por vezes devido a falta de participação da família. Os docentes
dão muita importância a sua condição de trabalho, que acabam sendo muito
precárias, desmotivando o profissional. Mesmo diante de uma situação complexa e
de uma notada desvalorização profissional, a maioria dos professores consegue
elencar diversos aspectos positivos relacionados a sua profissão, como o
aprendizado dos alunos, o prazer de ensinar, a própria realização profissional
e também os bons relacionamentos desenvolvidos entre aluno e professor. Desse
modo, enxerga-se realmente as dores e as delícias da profissão docente.
Portanto,
sabendo-se de tudo isso, é preciso que o professor tome uma posição diante dos
fatos calamitosos que estão enfrentando, assumindo-se como sujeitos do processo
de resgate de sua identidade. Participando como atores no processo de
transformação social, ou seja, os professores não podem esperar que as mudanças
aconteçam de fora para dentro, pois está só acontecerá quando os docentes
elevarem seu grau de consciência política, invertendo esse cenário atual, de
alunos sem sonhos e sem expectativas. É importante que o professor se configure
como agente ativo dentro da realidade que vive, já que este é sujeito de sua
ação, sua vontade, capacidade de criar, inventar e despertar no outro a vontade
de aprender. O professor é capaz de despertar sonhos, expectativas e
conhecimento que os alunos levarão consigo por muito tempo.
O PROFESSOR DE SALA DE AULA: as mazelas de
uma profissão
O professor dentro da sociedade já possuiu papéis
distintos, ora como detentor do saber, ora como desnecessário para as
exigências modernas. Os desafios tornam-se cada vez maiores dentro da
construção da aprendizagem. Um bom professor, no atual aspecto, precisa ter
cada vez mais coragem de enfrentar novidades e contextos desconhecidos que
emergem todos os dias no cenário escolar. A forma como a sociedade tem lidado
com esse professor diante da sua desvalorização salarial, péssimas condições de
trabalho, falta de integridade e descompromisso com sua função, faz com que
este se sinta abandonado e sem estímulos para trabalhar com alunos que por
vezes, buscam expectativas de uma vida melhor. Olhando na historicidade, muitas vezes vê-se o professor como “mestre do saber”, ou
seja, seres que eram inquestionáveis pelos seus alunos, mas, mesmo estes sendo
tratados com tantos atributos, nunca foram chamados para a construção da escola
que sonhavam, ou até hoje, sonham.
Para completar um pouco mais este assunto, segue o link do artigo original, o qual foi utilizado para realização de um trabalho.
Espero que gostem!! :)
RESUMO DO ARTIGO: O fazer-se professor: Uma abordagem acerca da identidade, da formação e da prática docente
Introdução:
Neste
artigo procuramos realizar um estudo bibliográfico qualitativo acerca do
fazer-se professor, constituído de fatores como a identidade, a prática
pedagógica reflexiva. Pois quanto mais o
professor conscientizar-se do papel que exerce em sala de aula, mais
compreenderá que as suas habilidades devem estar ligadas as atitudes, na tomada
de decisões em prol da necessidade educacional dos alunos, possibilitando a
outros formadores a ampliação da visão técnica e humana do se fazer educador,
que nortearão futuras gerações a partir dessa reflexão que aponta o papel do
professor de forma holística em detrimento da formação do saber.
Metodologia:
Adotamos
como metodologia a revisão sistemática, um método composto por critérios,
previamente estabelecidos, para a seleção e avaliação crítica de artigos
(Scopus, Isi Web of Science, Scielo) de acordo com o contexto educacional
atual, focando na identidade do professor. Assim foram selecionados 22 artigos
entre 2013 e 2014.
Resultados:
As
narrativas de si, possuem testemunhos de uma vida, de um contexto, das
vivências, das práticas, que influem, na constituição da identidade do
professor. Para contribuir com o processo de ensino e aprendizagem, está sendo
utilizados alguns recursos, como vídeo, podcasts, vídeo-conferência, wikis e
blogs. O uso de tais recursos implica na preparação de educadores. A fim de
aprimorar a criatividade dos alunos, os professores precisam desenvolver uma
consciência das necessidades dos alunos e envolvê-los em sua própria
aprendizagem, a fim de mostrar a importância sobre seu valor no mundo,
despertando assim a capacidade de ser criativo. Pois o ato de educar visa à construção do sujeito
não somente para as questões práticas, técnicas e sim universal do homem. É
necessário uma prática reflexiva e uma formação acadêmica de qualidade,
influenciando a práxis do professor, voltada com a função de suscitar no
educando o desejo em construir o conhecimento.Com isso, a formação continuada
do professor se faz necessário visando uma prática de qualidade, posto que o
contexto social atual exige demasiada reformulação dos sistemas de ensino, bem
com a atualização do conhecimento. Tais exigências marcam a atuação do
professor, os significados sociais do ‘ser professor’ e, consequentemente, a
construção da imagem e da identidade docente.
Conclusões
e discussões:
No
delineamento da identidade do professor, não pensamos o professor como personagem
isolado, entendemos o professor como figura marcante de um amplo campo – a
Educação! Em alguns momentos nos reportamos ao aluno para destacar a figura do
professor enquanto mediador na prática pedagógica, facilitador da aprendizagem
do aluno, papéis delegados e exigidos pela sociedade da informação, que lhe
atribui novas perspectivas para a construção do saber e, consequentemente,
traça novos paradigmas a construção da identidade. Além disso, prática
reflexiva pedagógica de um educador é fundamental para que este possa
intermediar no processo de ensino e aprendizagem do educando, e que além da
reflexão sobre sua prática exista uma relação interpessoal estabelecida com seu
aluno, a qual possibilitará ao educando a compreensão dos conteúdos trabalhados
em sala de aula. Assim, profissional da educação precisa ter consciência da
necessidade da qualidade nos serviços prestados a sociedade, pois o seu maior
objeto de trabalho é a construção do ser humano para o mundo.
Discorremos acerca do professor como figura
humana, que se constrói a partir das suas vivências e dos significados que tem
para si e para o outro ‘ser professor’. A relevância da temática apresentada
vai de encontro ao amplo conceito de educação, enquanto processo gradativo que
não se limita a instituição escolar. A identidade docente está associada ao
contexto social e político, as identidades são construídas pelos sujeitos que
desempenham a função de ‘professorar’ e são frutos de uma sociedade que acolhe,
que valoriza ou que por vezes desvaloriza a profissão docente.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Resumo - A dor e a delícia de ser professor: uma análise do trabalho na rede estadual de ensino de São Paulo
Este artigo analisa o trabalho do professores do estado de São Paulo, levando em consideração vários fatores, como salário, benefícios... Para isso realizou-se uma pesquisa com os docentes, antes deste passo houve um levantamento bibliográfico, e toda uma preparação para a execução da pesquisa.
Com a democratização do ensino, ele tem crescido cada vez mais no Brasil, mas constata-se que muitas vezes ele não acontece com uma boa qualidade, o trabalho desenvolvido busca analisar as condições de trabalho do professor, e tenta-se entender porque isso ocorre.
A maior parte dos professores entrevistados relatam que os aspectos negativos da profissão são a relação desenvolvida com os alunos, os baixos salários e as salas de aulas numerosas, e os aspectos positivos são o aprendizado dos alunos, o prazer de ensinar, a própria realização profissional e também os bons relacionamentos desenvolvidos entre aluno e professor.
Constatou-se que a remuneração do profissional depende do tempo de serviço e não de um determinado desempenho, foram analisadas variadas cargas horárias de trabalho, salários e vínculos empregatícios. A um grande descontento dos professores com relação aos benefícios, além de serem desvalorizados, se eles faltarem ao serviço independente do motivo seus direitos são afetados, a forma de como esses direitos são "conduzidos" até os profissionais não é justa, tanto com relação aos direitos quanto a evolução funcional da carreira.
Os professores vêem os alunos como desinteressados, desmotivados e indisciplinados, consideram isso devido a falta de participação da família. Os professores dão muita importância a sua condição de trabalho, que acabam sendo muito precárias, desmotivando o profissional. Os principais pontos favoráveis da profissão relatados pelos docentes é a possibilidade de contribuição com o desempenho e desenvolvimento dos alunos, o prazer de ensinar os alunos.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
"SIMULAÇÕES A ONU”
“SIMULAÇÕES A ONU” – VANTAGENS E
DESVANTAGENS DE SE UTILIZAR ESTA TÉCNICA
|
VANTAGENS
|
DESVANTAGENS
|
|
Cada pessoa possui a capacidade de demonstrar
seus pensamentos para os demais colegas do grupo, e consequentemente se
relacionarem melhor.
|
Tem de se explicar muito bem os objetivos das simulações.
|
|
Aumento da capacidade de respeitar a opinião
dos outros colegas, ou seja, do trabalho em grupo.
|
Os alunos mais tímidos ficam mais calados, e acabam
deixando que alunos mais desinibidos falem mais.
|
|
Despertar a opinião crítica de cada aluno quando
este pensa em como defender seus pensamentos.
|
Pode
gerar bagunça, ou confusão entre os alunos.
|
|
“Quebrar as panelinhas” de grupos já formados
socialmente, e que se relacionam melhor devido a convivência.
|
|
|
Tornar a aula mais didática, e menos maçante.
|
ü Conclusão
do que foi exposto no quadro:
As
“simulações a ONU” é uma ótima metodologia para ser aplicada em sala de aula,
se esta for explanada de maneira correta. É importantíssima a utilização do
método colaborativo em sala de aula.
Pensando
nas desvantagens, surge a seguinte pergunta, como mudá-las? Ou, como não deixar
que estas atrapalhem o desenvolvimento da técnica?! E como resposta, temos: sempre
ressaltar o objetivo principal da técnica, e em alguns momentos solicitar (chamando
pelo nome) que os alunos mais tímidos exponham suas opiniões.
Assinar:
Comentários (Atom)